Eficiência da cadência

O objetivo deste post, é falar um pouco sobre a pedalada nos treinos.

Uma das métricas importantes para avaliar o treino é a cadência, sempre avaliamos se está baixa, alta, onde temos melhor rendimento de potência.

Mas aqui hoje vou falar sobre um questão que as vezes não é tão observada, quando você treina, certamente em algum momento você acaba não pedalando, vamos chamar ponto morto, basicamente é a cadência zero. Muitos computadores de monitoramento, garmin, wahoo, em geral excluem os zeros da média de cadência por padrão, esta função pode ser configurado

Eu acredito que quanto menos ficarmos em ponto morto, cadência zero, melhor será o treino, o produto entregue por você.

Em uma competição acredito que isto mude, pois pode tender a economizar o máximo possível.

O software que utilizo informa a distribuição da cadência.

Dá para perceber que no caso ai em questão o treino ficou com 3% de tempo com cadência zero. Provável que muitos não observem esta medida, mas é importante sempre acompanhar.

Bom é isto por hoje apenas uma dica breve sobre a cadência e não perder tempo ficando com cadência zero.

Eng. MsC: Rostan Piccoli

Limpeza da caramanhola, ou de qualquer dispositivo de armazenar água.

O assunto da vez aqui é manter limpa a caramanhola, seja do modelo normal, camelback ou outro dispositivo que você tenha para levar água, algo que sem dúvida é imprescindível para pedalar.

Com o uso constante do reservatório é normal formar uma pequena camada interna de limo, isto também é agravado pelo uso de isotônicos e outros produtos para hidratação.

O processo utilizado é bem simples. Um detalhe importante é que muitas caramanholas desmontam parte da tampa o que facilita limpar.

O ideal para limpar é desmontar o que for possível, separe uma vasilha com capacidade para colocar as caramanholas dentro. Encha a vasilha com água, em seguida adicione cloro, pode ser água sanitária também, coloque mais ou menos 20ml ao menos por litro de água. Deixe repousar o ideal por pelo menos umas 12 horas. Caso tenha receio de danificar a parte de nomes externa, isto não ocorre nas que usamos, mas pode só encher a caramanhola de água, e colocar cerca de 10 ml de cloro dentro, e coloque a tampa de cabeça para baixo no topo da caramanhola, assim vai limpar as partes importantes da mesma.

Após este prazo, pegue e verifique o estado que esta se a limpeza já ocorreu, é comum com este prazo não restar mais nada de sujeira nas caramanholas e as mesma já estarem completamente limpas.

Após isto faça uma lavagem com 3 enxagues das mesmas. Fica tudo muito limpo e higienizado para o uso. Este processo é bom repetir ao menos uma vez ao mês para manter as mesmas limpas, ou até menos dependendo da frequência de uso e da qualidade da água utilizada.

Abraço a todos.

Eng. Msc: Rostan Piccoli

Avaliando ferramentas de treinamento ciclismo.

Este post tem como principal objetivo avaliar ferramentas eletrônicas de treinamento para ciclismo. Escrevo no intuito de informar um pouco mais a respeito destas ferramentas e melhorar a qualidade de nossos treinos diários.

Todo ciclista que deseja melhorar sua performance deve seguir uma rotina de treinamentos estruturada. Não importa se é para melhorar sua condição física, conseguir andar com o seu grupo, ou até mesmo competir. Desta forma é necessário que tenha a orientação correta. Não vale a pena ficar olhando o que o amigo faz, e tentar replicar, pois cada pessoa é um sistema complexo de variáveis e isto implica em configurações diferentes de treinamento.

Primeiro é bom deixar claro que no post não incentivamos treinar sem orientação de um profissional formado e qualificado em Educação Física, ou cursos similares. Importante notar que existem treinadores da parte física, e treinadores da parte técnica do ciclismo, então devemos estar ciente disto para não desqualificar ou desmerecer nenhuma pessoa. O treinador é fundamental para definir os parâmetros de capacidade do atleta, batimento máximo, potência (FTP) entre outros valores importantes, que vão ser levados em consideração em todos os softwares para avaliar e sugerir melhoras.

Com o avanço da tecnologia, foram surgindo ao longo do tempo ferramentas eletrônicas que permitem o treinador prescrever o treino e para acompanhar os resultados, isto é muito importante, tanto para o atleta quanto para seu orientador. Com o avanço ainda maior dos algoritmos e das informações, atualmente existem ferramentas que dado um determinado objetivo, ela elabora um plano de treinamento para que seja alcançado o melhor resultado no evento. Estes sistemas digamos autônomos são bons, mas ainda não tem a interatividade que um treinador oferece, mas para muitos atletas podem ser uma boa solução.

Dentro destas ferramentas iremos falar de quatro, Training Peaks (TP), Today Plan, XERT e Garmin Connect, certamente existem outras. Em comum todas tem sistema de criação de planos de treinamento automáticos, e também permitem que o treinador monte seu treinamento individualizado. Vai ser avaliado os seguintes pontos, facilidade de uso, acompanhamento do treino e o resultado e também o custo envolvido.

1 – Training Peaks

O TP talvez seja um dos mais conhecidos e utilizados. Para acessar http://www.trainingpeaks.com.

1.1 – Facilidade de uso

O TP como praticamente todos os outros tem uma dificuldade por estar somente disponível em Inglês.

Considerando o seu uso independente da língua, ele é de fácil manuseio, a criação de treinos em blocos facilita muito, pois o treinador pode ter já o seu bloco de aquecimento, o de desaceleração, e assim vai montando os treinos de seus atletas. Caso o atleta prefira ele também pode adquirir os planos de treinamentos focados em um evento. Este ponto é relevante aqui no TP pois não é tão prático em definir um alvo, e os treinos são prontos e você precisa adquirir pagando, isto entrará nos custos.

O TP ainda oferece um APP no celular que facilita a vida do atleta acompanhando tudo no aplicativo.

O upload é feito de forma automática para o site, e existe integração com as ferramentas como garmin connect, strava entre outras.

Exemplo de um treino TP.

1.2 – Acompanhamento do treino e resultados.

Após a criação dos treinos, eles podem ser transferidos para o seu dispositivo de treinamento, seja garmin, wahoo, polar entre vários, facilitando o seu dia a dia de treinos. Esta integração é diária, quero dizer com isto que feito o planejamento e colocado no dia que deve ser feito o treino, o mesmo estará disponível no dia escolhido no seu aparelho de treino.

O treino pode ser acompanhado com os aplicativos dos seu aparelho.

Existem várias ferramentas de avaliação do desempenho do atleta, se o seu treinador utiliza o TP ele verá uma gama enorme de informações que possibilitará ir ajustando o seu planejamento. O atleta também verá muitas informações a respeito do que fez.

1.3 – Custos

O TP tem uma opção gratuita para os atletas, eles podem entrar, criar treino dia a dia, tem métricas de acompanhamento limitadas, pode transferir treinos para o dispositivo eletrônico, não permite criar treino para o dia seguinte. Para ser orientado por um treinador a opção gratuita resolve, mas existe uma opção premium ao custo de $9,92 (dólares). Permite ai acesso a todo o calendário, verificação de desempenho, enfim aumenta as ferramentas.

Caso queira optar por uma planilha automática do sistema, ai mesmo sendo premium terá que pagar valores, que variam muito, pois treinadores vendem seus treinos através do TP e cada um tem seu valor.

Se você é treinador e quer usar o TP como plataforma de elaboração e acompanhamento tem que pagar o valor de $99,00 (dólares) pelo direito de usar como treinador, este valor é uma única vez. Mensalmente se você possuir até 4 alunos, $19,00 mais de 4 alunos $49,00.

2 – Today Plan

O Today Plan, é uma plataforma utilizada por treinadores e por equipes profissionais como mecanismo de treinamentos. http://www.todayplan.com.au.

2.1 – Facilidade de uso.

Esta ferramenta está disponível somente em língua inglesa, não tem opção pelo português.

A criação dos treinos tanto por parte do atleta como do treinador é simplificada, bem ao estilo de programação de blocos, repetições e tudo mais. Tem uma visão simples e eficiente do calendário. Bem similar ao que o Training Peaks oferece.

Existe também o APP que oferece um uso bem amigável pelo celular.

Tela de acompanhamento principal Today Plan.

O treinador pode montar a melhor estratégia dentro do que busca de eventos para o atleta, e ainda oferece uma gama de métricas para avaliar o desempenho.

O upload é feito de forma automática para o site, e existe integração com as ferramentas como garmin connect, strava entre outras.

2.2 – Acompanhamento do treino e resultados.

Após a criação dos treinos, eles podem ser transferidos para o seu dispositivo de treinamento, seja garmin, wahoo, polar entre vários, facilitando o seu dia a dia de treinos. Esta integração é diária, quero dizer com isto que feito o planejamento e colocado no dia que deve ser feito o treino, o mesmo estará disponível no dia escolhido no seu aparelho de treino.

O treino pode ser acompanhado com os aplicativos dos seu aparelho.

O Today Plan, oferece uma facilidade de criação de plano de treinamento baseado em um determinado evento, requer licença premium. O sistema da empresa é um dos mais elaborados que pude avaliar, com um questionário muito detalhado que acaba levando a um plano de treinos muito bom, porém ainda acho que no máximo equivale a alguns treinadores.

Existem várias ferramentas de avaliação do desempenho do atleta, se o seu treinador utiliza today plan ele verá uma gama enorme de informações que possibilitará ir ajustando o seu planejamento. O atleta também verá muitas informações a respeito do treinos que executou.

2.3 – Custo

O today plan difere bastante do TP em relação a forma de cobrança. O treinador não paga para usar o software, não existe tarifa inicial e nem mensal, porém o aluno necessita pagar um valor mensal que é de $12,00 a licença básica, suficiente para o uso com treinador ou $18,00 pela licença premium

A vantagem da licença premium que lhe permite criar um plano de treinamento orientado a um determinado evento, como foi citado anteriormente.

3 – XERT

O software é utilizado por alguns atletas e também possui alguns aspectos interessantes. https://www.xertonline.com/

3.1 – Facilidade de uso

Esta ferramenta está disponível somente em língua inglesa, não tem opção pelo português.

A criação de treinos é um pouco complexa. Também é um pouco confuso a tela como um todo do aplicativo, porém, com o tempo vai se adaptando e pode ser bem útil na avaliação do desempenho.

Tela inicial do XERT

Você pode ter um treinador usando o XERT, mas ele não tem como os outros uma forma de conectar o treinador aos seus treinandos, a única forma que está disponível é o treinador acessar seu login e senha, isto não é muito prático.

Permite criar um plano de treinamento baseado em um objetivo pré definido. Com isto vai inserindo os treinos que deveria seguir.

O que o software sugere que é voltado a treinamento Indoor, treinos que são muito complicados de serem realizados em estradas. São muito bem elaborados, com funções de rampa crescente e decrescente dentro do próprio passo, muitas variações.

No restante tem muitas telas de avaliação, sempre monitora o seu status de treinamento isto baseado em um objetivo, e mostra sua evolução. Utiliza uma forma de calcular FTP que não requer obrigatoriamente um teste.

3.2 – Acompanhamento do treino e resultados.

O XERT tem na minha opinião um ponto muito ruim, você treinar usando o seu aplicativo. A empresa desenvolveu um aplicativo que tem que ser instalado no garmin, e em outros dispositivos para que você possa executar o treino. Este aplicativo é muito ruim mesmo, tentei contato com a empresa, mas não foi algo que levou a uma evolução. Existe ferramenta de exportação que também não são simplificada e podem gerar mais dor de cabeça.

Porém se for usar treinamento indoor, eles tem um app que roda no celular e em outras plataformas que é muito bom, por isto acredito que não pensaram na questão do treino outdoor.

No geral esta é a ferramenta mais simples e acredito que tenha que evoluir muito no quesito facilidade de uso, tem um algoritmo altamente desenvolvido de treinos, porém de difícil acesso e uso.

Os resultados são muito bem analisados, existe muitos gráficos que podem auxiliar o treinador ou o atleta em sua avaliação.

3-3 Custo

O custo do XERT é de $10.00 mensal, não existe tipos diferentes de licença e nem para treinadores ou atletas, é um único custo.

4 – Garmin Connect

A garmin oferece através do Garmin Connect, uma ferramenta de criação de treinos e monitoramento. https://connect.garmin.com/

A ferramenta é gratuita porém mais voltada aos equipamentos da garmin, mas possui ferramentas de exportação dos treinos. Acredito que por questões de mercado seja bem simplificado.

4.1 – Facilidade de Uso

Criar um treino ou acompanhar um treino é bem simples no garmin connect utilizando as ferramentas de elaboração de exercícios, tanto no acesso via computador ou via o APP que existe para celular.

Não possui funcionalidade para que o treinador elabore o treino e mande para o atleta de forma simples. Pode ser dado acesso com o login e senha, mas o treinador necessita entrar em cada login para criar os treinos.

Exemplo de um treino Garmin Connect

Considero que a criação do exercício seja simples. Existe ainda alguns planos de treinamentos prontos e gratuitos, mas nada orientado a evento.

Acredito que seja uma solução barata e fácil para usar, porém bem simplificada de recursos de treinos.

4.2 – Acompanhamento do treino e resultados.

O acompanhamento do treino é bom e feito através do dispositivo da garmin, os exercicios são transferidos para o dispositivo segundo o programado no calendário, e a carga do mesmo para a garmin é feita de forma automática ao final do treino.

Oferece uma gama razoável de métricas que podem ser observadas para verificar a evolução do treinamento.

Tudo também pode ser acessado via APP no celular, o que ajuda bastante o uso diário.

4.3 – Custo

O uso é gratuito.

Avaliando estas ferramentas, podemos notar que existe um crescimento de suas funções o que facilita a vida de atletas e treinadores, neste aspecto, as duas primeiras, Training Peaks e Today Plan, são bem mais avançadas e elaboradas que as outras, porém de custo mais elevado.

Tendo oportunidades pretendo avaliar mais ferramentas que possam auxiliar as pessoas em evoluir em seu treinamento. O uso de ferramentas deste nível democratizam o acesso a informações de alto valor qualitativo, que eventualmente não teríamos contato.

Fiz uma avaliação sucinta pois o tema é longo e pode evoluir muito, mas se algum atleta ou treinador quiser tirar alguma dúvida fiquem a vontade.

Eng. MSc: Rostan Piccoli

Usando Garmin em treinamentos de ciclismo.

Muitos de nós utilizamos uma planilha eletrônica para treinamento. Este uso facilitou em muito as prescrições de treino, já que não precisamos anotar mais o que deverá ser feito e qual intensidade. Podemos dar como exemplo, o próprio Garmin que permite criar exercício, o Training Peaks, Today Plan, entre outros, todos conseguem enviar o seu exercício (workout) diretamente para o dispositivo da Garmin entre outros.

Este post não trata das ferramentas de elaboração de treinamentos, mas sim do uso do dispositivo da Garmin para acompanhar o workout. Estarei mostrando da garmin, pois é o que tenho acesso para usar.

Resolvi escrever isto pois já tem algumas atualizações da Garmin que ele fornece mais recursos para acompanhar o seu exercício e eventualmente as pessoas não sabem. A tela mais antiga da garmin é limitada com 3 campos e que não podemos alterar. Target (potência ou batimento), workout comparasion (gráfico que compara onde sua performance em relação ao alvo) e time to go, tempo que resta ainda do passo.

Tela normal de exercícios do Garmin

Importante notar que todo workout tem uma métrica ou alvo principal. Exemplo, suponha que deve ser feito um tiro de 10 minutos a 290 watts, ou a 160 bpm, ou por uma cadência de 80, enfim é preciso estabelecer um alvo principal. Atualmente a garmin só aceita um alvo, isto por passo, ou seja se estabelecer a potência no passo ela servirá de base para te guiar no passo, o passo seguinte pode ser usado como métrica o batimento cardíaco.

Então ai já temos duas definições alvo ou target em inglês e o passo ou step. Um exercício então tem uma quantidade de passos e alguns alvos. Cada passo tem uma duração seja em distância ou em tempo, quase sempre os exercícios são definidos por base de tempo.

O grande problema da tela antiga da garmin é que você via o tempo do passo e o alvo apenas. Se você colocar a potência como alvo, não verá a cadência e o batimento cardíaco por exemplo, que podem ser uteis para fazer de forma correta o exercício, acredito que ainda tenham que permitir colocar aos menos dois alvos, é sempre bom que o treinador possa colocar qual a cadência ideal para aquele passo, isto vou sugerir a garmin.

A nova tela que irei mostrar é uma possibilidade que existe atualmente no garmin com os campos de dados criados sob a guia “workout” ou exercícios. O processo é criar uma nova tela de dados dentro do garmin, eu coloquei nove campos, mas podem variar até 10 no garmin 1030.

Tela customizada para acompanhar o exercício

E quais campos vou escolher, e onde encontro. Você deve entrar nas categorias de campos, isto após adicionar a nova tela e escolher o número de campos. Nas categorias escolher workout.

Dentro da opção workout encontrará diversos campos, eu coloquei na sequência “target workout””alvo do treino”, no caso uso potência neste passo, então se observar aparecerá a faixa de potência que devo trabalhar. No caso se utilizar batimentos cardíacos, pode selecionar o “heart rate to go”, vai lhe fornecer quanto está acima ou abaixo do batimento, mas o target workout vai lhe mostrar todas as informações. Workout step, vai indicar o passo que estamos no exercício e quantos já foram feitos. Workout comparasion vai mostrar o gráfico de como esta se saindo em relação ao esperado de alvo.Inseri ainda “time to go”, “step time” respectivamente vai me mostrar quanto é a duração do passo e quanto ainda tenho que fazer.

Em seguida foi em algumas categorias para pegar alguns campos adicionas, como “Cadence”, cadência vai encontrar dentro da categoria cadence, o mesmo para “heart rate” que estará dentro da categoria Heart. “speed” encontrado dentro da categoria speed. “lap power” dentro de potência, este campo indica a média no passo de potência, é bem interessante.

Uma questão bem importante é que se precisar reiniciar um “step” do workout ou um passo do exercício, só vai conseguir na tela tradicional de workout.

Espero que possa ser útil esta dica pois para mim é bem interessante no uso da ferramenta, coloquei em inglês a tela, pois a tradução as vezes altera muito o significado de certos campos.

Qualquer dúvida, sugestão ou correção fiquem a vontade para comentar.

Eng.: Rostan Piccoli

Avaliando bike Aero vs Leve.

Uma bicicleta bem leve é melhor que uma aero?

A ideia aqui é avaliar os dois principais tipos de bicicletas para estradas, ou “road bike”, tentando descobrir onde cada uma delas é mais indicada.

Certamente importa muito a posição do atleta na bike, do material que usa, como capacete, roupas, etc. Mas aqui nosso objetivo é falar do quadro.

Observe os catalogos da maioria dos principais fabricantes e verá as bicicletas de corrida de desempenho divididas entre aero e leve. A Trek tem sua bicicleta leve Emonda e sua bicicleta aero Madone, a Giant tem sua bicicleta leve TCR e sua bicicleta propel aero, Merida tem sua bicicleta leve Scultura e sua bicicleta aero Reacto, não posso deixar de citar aqui o fabricante que trabalhamos costelo, tendo sua bike leve speedmachine e a aeromachine, na foto, enfim todos seguem esta linha.

Algumas bicicletas leves tem uns toques aero, e algumas aero são mais leves, mas o importante, não se pode ter os dois mundos em uma única bike, isto é ponto comum nos atuais fabricantes.

O chefe de design da Mérida, um dos maiores fabricantes de quadros do mundo, Jurgen Falke, disse algo muito interessante: “O peso da bicicleta é relevante apenas para aceleração e montanhas muito íngremes. A influência do peso é a questão mais superestimada [nas] bicicletas de estrada. ”

A Merida informou que se você estivesse andando a 30 km / h em uma estrada plana com uma determinada potência, uma redução de 2 kg no peso aumentaria sua velocidade em apenas 0,05 km / h – você iria apenas 50 metros a mais em uma hora de bicicleta. E 2 kg é uma grande redução em termos de bicicleta de estrada, isto é teste não é “achismo”. Para referência em média um conjunto de quadro+garfo+canote para uma bicicleta aero pesa 250 gramas a mais que um quadro leve. Outra questão relevante que não se pode usar bicicletas com peso total inferior a 6.80 kg em provas oficiais de ciclismo UCI.

Em outras palavras é difícil você retirar peso de forma que você aumente sua velocidade no plano ou mesmo em montanhas curtas. Mas consegue embutir cabos, sumir com várias partes aparentes melhorando e muito o rendimento aero das bikes.

Importa muito a posição do atleta na bike, do material que usa, como capacete, roupas, etc. Mas aqui nosso objetivo é falar do quadro.

Swiss Side Wind Tunnel 25.jpg

Uma empresa suíça http://www.swissside.com/ tem um programa de testes interessantes, que consegue simular situações variadas. Em um dos cenários de testes, temos 120 km com ganho altimétrico de 1200 metros. A empresa diz que um atleta médio faz este trecho com velocidade média de 30 km/h. Então qual a diferença que 100 gramas introduz no tempo total? apenas 3 segundos.

Os ganhos introduzidos por modificações na parte aero do quadro levam a ganhos bem maiores, basicamente se consegue ganhos na ordem de 6x mais tempo que na redução de peso, proporcionalmente falando. Então para planos e subida de baixa inclinação a bicicleta mais aero leva vantagem.

Bom mas quando uma bike mais leve por ser vantajosa? A resposta que a empresa obteve é que em inclinações superiores a 4.5% na média o peso começa a ser mais relevante que a parte aero, porém se o atleta consegue imprimir velocidade superior a 15km/h mesmo na subida então a parte aero é mais vantajosa, para um atleta profissional isto ai se reflete em subidas longas com gradiente acima de 7.5%. A velocidade passando de 35km/h a parte aero se torna 4x mais importante que o peso da bicicleta.

A speciliazed tem um programa que consegue indicar dependendo do perfil da prova a melhor opção, porém, algumas particulares em corrida tem que ser levadas em consideração. Se você tem um perfil de prova ondulado com subidas curtas e rápidas ou mesmo um final em subida, em geral a bicicleta mais leve vai levar vantagem sobre uma bicicleta aero, devido ao ganho nas arrancadas de aceleração no morro.

O que deve ser levado em consideração é o uso principal da bicicleta e em casos de competidores, qual o seu perfil principal. Tem atletas que não são escaladores, então não faz sentido perder a parte aerodinâmica para ganhar uma bicicleta mais leve.

Nas palavras do diretor da Swiss Side’s Jean-Paul Ballard.

“No geral, em 90% dos casos (pedaladas/treinos/competições) você vai preferir um ajuste aero na sua bike”

Ainda existe um último fator relativo a conforto em bicicletas aero e bicicleta leves. A busca pela melhor parte aero leva também o atleta a ficar em uma posição que confira menor arrasto no seu movimento, para muitos esta posição não é alcançada com conforto, principalmente para quem não pedala com frequência, ou que já sofreu algum problema lombar. Em geral estes quadros acabam sendo um pouco mais alongados para oferecer melhor posição aero. Mas seja ela uma bike aero ou uma leve, a recomendação é passar pelo profissional de bike fit, para que possa achar sua melhor posição.

Então podemos finalizar concluindo que se você puder ter duas bicicletas com quadros diferentes ótimo, senão tudo leva a crer que será melhor possuir uma bicicleta aero.

Manutenção Baterias Garmin Vector 3

Este post é direcionado aos usuários do pedal de potência vector 3 da garmin.

O pedal da Garmin utiliza como baterias o modelo SR44 ou LR44 ou baterias duplas, CR1/3N CR11108 2L76.

Estas baterias podem ser usadas sem problemas. Existe uma diferença entre as baterias SR44 e LR44, ambas são apropriadas para usar no pedal, entretanto a SR44 tem um nível de tensão de 1.55 e a LR44 de 1,50, a SR apresenta uma vida útil de cerca de 20% a mais, e apresenta maior estabilidade nas medições.

Uma questão muito relevante que ocorre com estas baterias e que gera um problema de medição do pedal, é que as mesmas com o passar do tempo tendem a estufar um pouco empenando sua superfície. Este efeito prejudica o funcionamento do aparelho. A garmin fez inclusive um recall com uso de uma nova tampa, que consegue absorver esta variação. Esta variação por ser pequena pode também ser melhorada passando as baterias em uma lima para abrandar o empeno, fazendo com que voltem a operar normalmente, em geral a cada 30 a 40 horas de uso é interessante fazer tal prática.

Bateria da esquerda nova, bateria da direita usada com leve empeno

Este empeno pode ser observado na figura. Vale a pena também retirar as baterias para promover limpeza nelas e nos contatos, com o uso, a vibração da estrada faz com que as baterias acabem gerando uma leve oxidação e pode também interromper o contato.

Outra questão relevante é a origem das baterias, ideal que sejam da melhor qualidade possível, para garantir um uso mais estável e prolongado, as melhores são da Energizer e da Duracell. Não exagere também no aperto das tampas, pois pode danificar o corpo do pedal.

Acredito que se fizer uma manutenção preventiva das baterias limpando e eventualmente limando/lixando elas um pouco não terá problemas de uso do pedal.

Qualquer dúvida fiquem a vontade para questionar.

Rostan Piccoli

Eng. Eletricista.

Entendendo um pouco mais sobre rolamentos

Rolamentos em bicicletas são particularmente importantes pois estão presentes nas partes essencial para o desempenho da mesma, com este objetivo este pequeno artigo tenta levar os termos mais comuns para que possa até saber escolher melhor o que usar em sua bicicleta.

Usamos por muito tempo esferas isoladas que ficavam soltas ou em gaiolas, que eram usadas para fixar os rolamentos em suas posições, ainda era necessário uma bacia para acomodar a gaiola e servir de pista externa e um arruela cônica para dar aperto no mesmo e fazendo ainda as vezes da pista interna.

Rolamentos mais simples.

Época esta que os rolamentos blindados e fixos eram adaptados nos cubos e no movimento central da bicicleta.

A necessidade de melhorar o desempenho fez com que a indústria investisse na produção de rolamentos, hoje usamos rolamentos na caixa de direção, no movimento central, no cubo dianteiro, no cubo traseiro, freehub, pedais.

Resultado de imagem para elementos de um rolamento
Resultado de imagem para elementos de um rolamento
Elementos de um rolamento.

Mas como podemos escolher os rolamentos? Primeiro cada rolamento tem uma medida:

Medimos o diâmetro externo (OD) outside Diameter, diâmetro interno (ID) inside diameter, e a altura do rolamento. No exemplo escrevemos 15x28x7mm. Quando falamos do rolamento de direção ai inserimos ainda o Ângulo do rolamento por exemplo 45º.

Existe ainda uma tabela de equivalência com códigos que determinam o tamanho do rolamento, e outras características do mesmo:

Vamos usar como exemplo o rolamento de código S 6902 2RS;

Prefixo (S):

K - Gaiola com elementos rolantes
L - Anel de rolamento removível
R - Anel com conjunto de rolos
S - Corpo do rolo de aço inoxidável
W - Rolamento de esferas de aço inoxidável
Código:

(6) 902 - Este primeiro número refere-se ao tipo de rolamento, normalmente a maioria dos rolamentos de bicicleta será um "6" que é um "Deep Groove", uma gaiola e um conjunto de esferas. Ocasionalmente, você encontrará um rolamento "7" que é um "Contato angular de uma carreira", "4" rolamento duplo, são os que mais encontra em bicicleta


6 (9) 02 - Este segundo número relaciona a série de rolamentos, que reflete a robustez do rolamento. À medida que você aumenta a escala abaixo de 9 para 4, a espessura interna e externa da pista geralmente aumenta com o tamanho da esfera, ajudando a lidar com a carga extra.

9 - Seção muito fina
0 - Extra leve
1 - Impulso extra leve
2 - Light
3 - Médio
4 - Pesado
 

69 (02) - Os terceiro e quarto dígitos do número do mancal estão relacionados ao tamanho do furo do mancal, os números 00 a 03 têm um tamanho de furo designado, dependendo do número.

00 - 10mm
01 - 12mm
02 - 15mm
03 - 17mm
* Nota: Os números acima de 03 simplesmente têm um tamanho de furo 5 vezes maior que o do 3º e 4º dígitos.


Sufixo:

2 RS - Rolamento com vedação de borracha em ambos os lados. O RS fornece uma vedação melhor, mas com mais atrito de rolamento que 2Z.
RS - Rolamento com selo de borracha de um lado, um lado aberto.
2 Z / ZZ - Rolamento com vedação metálica nos dois lados.
Z - Rolamento com selo de metal de um lado, um lado aberto.
E - Projeto Reforçado
P2 - Maior precisão
K - Rolamento com furo cônico

Definido as caracteristicas do rolamento em relação as dimensões proteções devemos procurar saber a respeito da qualidade das esferas e de sua construção como um todo, basicamente temos uma escalada chamada de “Grade” ou grau em português, que no geral mede a qualidade do rolamento em relação por exemplo a quanto é realmente esférica as esferas, lisas, juntando tudo isto gera um grau para ela. Quanto menor o grau melhor a qualidade e mais caro será para a indústria produzir tal rolamento.

Existe outra tabela que foi feita pela American Bearing Manufacturers Association (ABMA). Ela criou uma tabela que classifica os rolamentos segundo sua qualidade, “Annular Bearings Engineers Committee” (ABEC), alguns fabricantes acham que ela não é completa o suficiente mas muitos rolamentos se referenciam a esta tabela. Outra medida muito usada é da ISO (International Standard Organization) no caso dos rolamentos ISO 492. De forma resumida quanto maior o ABEC do rolamento melhor ele será no geral, um rolamento ABEC 5 é melhor que um ABEC 3, hoje um rolamento ABEC 5 será mais que suficiente para ter bons resultados.

Por último e talvez mais importante, vem ser o material utilizado para fazer os rolamentos. Até certo tempo existia na sua maioria variações de aço, ou metálicos, já há algum tempo que foi introduzido o uso de rolamentos feitos com cerâmica ou ao menos com parte deles ou híbridos. Certamente que o futuro será o uso deste material, ao menos em partes das bicicletas de competição, pois seguramente confere melhor rendimento. Este desempenho já foi aferido em laboratórios diversos, e é um fato incontestável. Ainda o que pesa nisto é o custo do rolamento, e o uso de lubrificantes adequados. Os rolamentos de cerâmicas em sua maioria são feitos de um destes dois produtos  silicon nitride (Si3N4) and zirconium dioxide (ZrO2). Os rolamentos de cerâmica, tem características interessantes, uma delas é que com o uso tendem a ficar com menos atrito e aperfeiçoando as pistas internas e externas.

Ainda é importante observar o tipo de vedação que o rolamento tem, algumas vedações oferecem um pouco de resistência, mas isto é para aumentar a proteção do rolamento a elementos externos.

É possível retirar a vedação para lubrificar o mesmo, mas tenha cuidado use uma lâmina fina e manipule com cuidado, pois se danificar a tampa de vedação, certamente irá entrar impurezas, do tipo poeira ou outro elemento que vai reduzir drasticamente a vida útil do rolamento.

Bom era isto que tinha aqui para falar por enquanto, qualquer dúvida entre em contato, tentei escrever de forma simplificada para trazer um melhor entendimento dos termos.

Eng. Rostan Piccoli
@costelobrasil
@rostanpiccoli

Uma Volta Desafiadora

Ao ler o título, você pode ser remetido a uma competição estilo volta, mas na verdade o que a equipe de ciclismo BRC – Brasil Costelo Team, realizará é uma volta, mas em treino, na parte central do Espirito Santo, onde temos uma cadeia de montanhas, que confere a este trajeto características únicas.

A volta inicia em Campo Grande – Cariacica, passando por Santa Leopoldina, Subindo a serra do Japonês, saindo em Santa Maria do Jétiba, pegando a esquerda, sentido Garrafão seguindo até o trevo de Garrafão com Afonso Claudio, indo a esquerda, saindo na BR 262, na altura da Fazenda do Estado, subindo a Pedra Azul, passando por Marechal Floriano, Viana e de volta a Campo Grande.

Este trajeto terá cerca de 250 km, um ganho altimétrico, total que será feito de escalada de cerca de 4.000 metros, dá para escalar o cume dos Alpes.

Para fazer um trajeto destes, é primeiro necessário saber de sua própria capacidade, estando ciente que é possível, deve se prevenir quanto ao consumo de água e alimentos, como sugestão uma caramanhola de 500 ml por hora em média será suficiente para não desidratar, sugiro intercalar água com isotônicos.

A alimentação tem que ser feita também no máximo de hora em hora, para evitar uma fraqueza muito grande, conhecida como prego de fome, ou também como martelo de Thor. Eu utilizo Gel de carboidrato e barra de proteína.

Estaremos no domingo fazendo algumas transmissões ao vivo durante o trajeto. Mas esperamos realizar o trajeto com 8:00:00 no máximo. Temos como meta realista na pior situação, 28 km/h o que daria praticamente 9:00:00 ou na melhor situação 33 km/h 7:30:00, mas vamos trabalhar com o meio que deve proporcionar cerca de 8:00:00.

O projeto é fazer sem paradas programas, para isto teremos um carro de apoio para fornecer alimentação e água durante o trajeto. Paradas podem acontecer devido especialmente a furos de pneus.

A equipe BRC – Brasil Costelo Team, vai utilizar o treino como forma de aumentar a resistência e também proporcionar mais harmonia entre a equipe.

Rostan Piccoli
BRC Team Manager

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Abertura Ciclismo Capixaba 2020

Neste final de semana dia 09-02-2020, ocorreu a abertura do ano no ciclismo capixaba com uma prova no município da Serra-ES, uma festa de cores e pessoas.

Foi realizada uma prova que contou com uma disputa por equipes, cada equipe era composta por quatro atletas.

Cada quarteto largava de forma isolada em intervalos de 5 minutos, a equipe que finalize em menor tempo a prova era a vencedora.

A Prefeitura da Serra, em grande colaboração com os organizadores, fechou por completo a Av. Audifax Barcelos, mais uma vez demonstrando o maior apoio e carinho com o ciclismo capixaba, ali foi montada uma arena, que contou com ampla área de estacionamento, tendas com frutas, água isotônico, que foram distribuídos a todos presentes.

A prova foi realizada em um circuito com 12,5 quilômetros de extensão, onde foram dadas 4 voltas por cada quarteto que largou. Foram inscritos 25 quartetos, que era o limite para a execução da prova com segurança. Dos 25 um não compareceu e um não terminou a prova.

O vencedor geral foi o quarteto da BRC – Brasil Costelo Team do ES, com os atletas; Alexandre Cardoso, Helder Fraga, Rafael Silveira e Rostan Piccoli, vice-campeão Time de São Francisco de Itabapoana-RJ e na terceira colocação o time da Star Cycle ES. Na categoria misto o grande vencedor foi o Time de Colatina, com os atletas; Aline, Edvaldo, Jonathan Martins e Jonathan Carvalho, seguidos pelo Time da Specialized Brasil e em terceiro o time misto da BRC – Brasil Costelo Team.

Resultado final geral

Agradecemos a todos que participaram e prestigiaram o evento, muito obrigado.

Organizadores.

Ciclismo Capixaba em Alta

A CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) mantém um ranking com os pontos de todos os Ciclistas do Brasil que se encontram regulares perante a instituição. Este ranking é atualizado com as provas homologadas pela CBC sendo que os atletas acumulam pontos durante a temporada e no inicio de cada ano esta tabela começa de zero, dando nova chance aos atletas.

Este ranking está dividido entre atletas Base/Alta Performance (profissionais) e atletas master com categorias em masculino e feminino, agrupando os atletas de forma mais justa para pontuação.

Na atual versão desta tabela de Ranking temos na categoria master masculino 9 categorias no total e no feminino 3 categorias. As categorias são divididas pela idade dos participantes.

Para alegria de todos do Espirito Santo, das nove categorias Masculina, 5 tem capixaba no topo da lista:

Master A1 – Nilcemar Falcão
Master B1 – Alexandre Cardoso
Master B2 – Rostan Piccoli
Master C1 – Jadson Laurett
Master C2 – José Alves

Nas outras categorias temos representantes bem colocados também:

Sub 30 – Maike Dalton Barboza – 4º colocado
Master A2 – Felipe Matos Poncio – 3º Colocado
Master D1 – Orlando Gonçalves de Paula – 3º Colocado

No feminino também estamos fazendo bonito:

Master C – Marilia da Penha Barboza – 1º Colocada
Master B – Moema Ferreira Giuberti – 2º Colocada
Master A – Thathianny Vieira Pereira Lemos – 2º Colocada

Aqui entra o agradecimento aos organizadores de prova e a FESC (Federação Espirito Santense de Ciclismo) por promover provas de âmbito nacional, criando oportunidades para que os nossos atletas possam atingir tais resultados. Temos ainda vários outros representantes bem colocados, ocupando colocações entre os 10 melhores do pais, parabéns a todos.

No momento é necessário que o ES consiga tanto ajudar os atletas master como investir na parte de base alta performance (profissionais) pois estamos carente nesta area.

Para quem quiser verificar a lista completa segue o link diretamente da CBC: http://cbc.esp.br/modalidades/ranking/busca/estrada