Mês: fevereiro 2020

Entendendo um pouco mais sobre rolamentos

Rolamentos em bicicletas são particularmente importantes pois estão presentes nas partes essencial para o desempenho da mesma, com este objetivo este pequeno artigo tenta levar os termos mais comuns para que possa até saber escolher melhor o que usar em sua bicicleta.

Usamos por muito tempo esferas isoladas que ficavam soltas ou em gaiolas, que eram usadas para fixar os rolamentos em suas posições, ainda era necessário uma bacia para acomodar a gaiola e servir de pista externa e um arruela cônica para dar aperto no mesmo e fazendo ainda as vezes da pista interna.

Rolamentos mais simples.

Época esta que os rolamentos blindados e fixos eram adaptados nos cubos e no movimento central da bicicleta.

A necessidade de melhorar o desempenho fez com que a indústria investisse na produção de rolamentos, hoje usamos rolamentos na caixa de direção, no movimento central, no cubo dianteiro, no cubo traseiro, freehub, pedais.

Resultado de imagem para elementos de um rolamento
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Elementos de um rolamento.

Mas como podemos escolher os rolamentos? Primeiro cada rolamento tem uma medida:

Medimos o diâmetro externo (OD) outside Diameter, diâmetro interno (ID) inside diameter, e a altura do rolamento. No exemplo escrevemos 15x28x7mm. Quando falamos do rolamento de direção ai inserimos ainda o Ângulo do rolamento por exemplo 45º.

Existe ainda uma tabela de equivalência com códigos que determinam o tamanho do rolamento, e outras características do mesmo:

Vamos usar como exemplo o rolamento de código S 6902 2RS;

Prefixo (S):

K - Gaiola com elementos rolantes
L - Anel de rolamento removível
R - Anel com conjunto de rolos
S - Corpo do rolo de aço inoxidável
W - Rolamento de esferas de aço inoxidável
Código:

(6) 902 - Este primeiro número refere-se ao tipo de rolamento, normalmente a maioria dos rolamentos de bicicleta será um "6" que é um "Deep Groove", uma gaiola e um conjunto de esferas. Ocasionalmente, você encontrará um rolamento "7" que é um "Contato angular de uma carreira", "4" rolamento duplo, são os que mais encontra em bicicleta


6 (9) 02 - Este segundo número relaciona a série de rolamentos, que reflete a robustez do rolamento. À medida que você aumenta a escala abaixo de 9 para 4, a espessura interna e externa da pista geralmente aumenta com o tamanho da esfera, ajudando a lidar com a carga extra.

9 - Seção muito fina
0 - Extra leve
1 - Impulso extra leve
2 - Light
3 - Médio
4 - Pesado
 

69 (02) - Os terceiro e quarto dígitos do número do mancal estão relacionados ao tamanho do furo do mancal, os números 00 a 03 têm um tamanho de furo designado, dependendo do número.

00 - 10mm
01 - 12mm
02 - 15mm
03 - 17mm
* Nota: Os números acima de 03 simplesmente têm um tamanho de furo 5 vezes maior que o do 3º e 4º dígitos.


Sufixo:

2 RS - Rolamento com vedação de borracha em ambos os lados. O RS fornece uma vedação melhor, mas com mais atrito de rolamento que 2Z.
RS - Rolamento com selo de borracha de um lado, um lado aberto.
2 Z / ZZ - Rolamento com vedação metálica nos dois lados.
Z - Rolamento com selo de metal de um lado, um lado aberto.
E - Projeto Reforçado
P2 - Maior precisão
K - Rolamento com furo cônico

Definido as caracteristicas do rolamento em relação as dimensões proteções devemos procurar saber a respeito da qualidade das esferas e de sua construção como um todo, basicamente temos uma escalada chamada de “Grade” ou grau em português, que no geral mede a qualidade do rolamento em relação por exemplo a quanto é realmente esférica as esferas, lisas, juntando tudo isto gera um grau para ela. Quanto menor o grau melhor a qualidade e mais caro será para a indústria produzir tal rolamento.

Existe outra tabela que foi feita pela American Bearing Manufacturers Association (ABMA). Ela criou uma tabela que classifica os rolamentos segundo sua qualidade, “Annular Bearings Engineers Committee” (ABEC), alguns fabricantes acham que ela não é completa o suficiente mas muitos rolamentos se referenciam a esta tabela. Outra medida muito usada é da ISO (International Standard Organization) no caso dos rolamentos ISO 492. De forma resumida quanto maior o ABEC do rolamento melhor ele será no geral, um rolamento ABEC 5 é melhor que um ABEC 3, hoje um rolamento ABEC 5 será mais que suficiente para ter bons resultados.

Por último e talvez mais importante, vem ser o material utilizado para fazer os rolamentos. Até certo tempo existia na sua maioria variações de aço, ou metálicos, já há algum tempo que foi introduzido o uso de rolamentos feitos com cerâmica ou ao menos com parte deles ou híbridos. Certamente que o futuro será o uso deste material, ao menos em partes das bicicletas de competição, pois seguramente confere melhor rendimento. Este desempenho já foi aferido em laboratórios diversos, e é um fato incontestável. Ainda o que pesa nisto é o custo do rolamento, e o uso de lubrificantes adequados. Os rolamentos de cerâmicas em sua maioria são feitos de um destes dois produtos  silicon nitride (Si3N4) and zirconium dioxide (ZrO2). Os rolamentos de cerâmica, tem características interessantes, uma delas é que com o uso tendem a ficar com menos atrito e aperfeiçoando as pistas internas e externas.

Ainda é importante observar o tipo de vedação que o rolamento tem, algumas vedações oferecem um pouco de resistência, mas isto é para aumentar a proteção do rolamento a elementos externos.

É possível retirar a vedação para lubrificar o mesmo, mas tenha cuidado use uma lâmina fina e manipule com cuidado, pois se danificar a tampa de vedação, certamente irá entrar impurezas, do tipo poeira ou outro elemento que vai reduzir drasticamente a vida útil do rolamento.

Bom era isto que tinha aqui para falar por enquanto, qualquer dúvida entre em contato, tentei escrever de forma simplificada para trazer um melhor entendimento dos termos.

Eng. Rostan Piccoli
@costelobrasil
@rostanpiccoli

Uma Volta Desafiadora

Ao ler o título, você pode ser remetido a uma competição estilo volta, mas na verdade o que a equipe de ciclismo BRC – Brasil Costelo Team, realizará é uma volta, mas em treino, na parte central do Espirito Santo, onde temos uma cadeia de montanhas, que confere a este trajeto características únicas.

A volta inicia em Campo Grande – Cariacica, passando por Santa Leopoldina, Subindo a serra do Japonês, saindo em Santa Maria do Jétiba, pegando a esquerda, sentido Garrafão seguindo até o trevo de Garrafão com Afonso Claudio, indo a esquerda, saindo na BR 262, na altura da Fazenda do Estado, subindo a Pedra Azul, passando por Marechal Floriano, Viana e de volta a Campo Grande.

Este trajeto terá cerca de 250 km, um ganho altimétrico, total que será feito de escalada de cerca de 4.000 metros, dá para escalar o cume dos Alpes.

Para fazer um trajeto destes, é primeiro necessário saber de sua própria capacidade, estando ciente que é possível, deve se prevenir quanto ao consumo de água e alimentos, como sugestão uma caramanhola de 500 ml por hora em média será suficiente para não desidratar, sugiro intercalar água com isotônicos.

A alimentação tem que ser feita também no máximo de hora em hora, para evitar uma fraqueza muito grande, conhecida como prego de fome, ou também como martelo de Thor. Eu utilizo Gel de carboidrato e barra de proteína.

Estaremos no domingo fazendo algumas transmissões ao vivo durante o trajeto. Mas esperamos realizar o trajeto com 8:00:00 no máximo. Temos como meta realista na pior situação, 28 km/h o que daria praticamente 9:00:00 ou na melhor situação 33 km/h 7:30:00, mas vamos trabalhar com o meio que deve proporcionar cerca de 8:00:00.

O projeto é fazer sem paradas programas, para isto teremos um carro de apoio para fornecer alimentação e água durante o trajeto. Paradas podem acontecer devido especialmente a furos de pneus.

A equipe BRC – Brasil Costelo Team, vai utilizar o treino como forma de aumentar a resistência e também proporcionar mais harmonia entre a equipe.

Rostan Piccoli
BRC Team Manager

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Abertura Ciclismo Capixaba 2020

Neste final de semana dia 09-02-2020, ocorreu a abertura do ano no ciclismo capixaba com uma prova no município da Serra-ES, uma festa de cores e pessoas.

Foi realizada uma prova que contou com uma disputa por equipes, cada equipe era composta por quatro atletas.

Cada quarteto largava de forma isolada em intervalos de 5 minutos, a equipe que finalize em menor tempo a prova era a vencedora.

A Prefeitura da Serra, em grande colaboração com os organizadores, fechou por completo a Av. Audifax Barcelos, mais uma vez demonstrando o maior apoio e carinho com o ciclismo capixaba, ali foi montada uma arena, que contou com ampla área de estacionamento, tendas com frutas, água isotônico, que foram distribuídos a todos presentes.

A prova foi realizada em um circuito com 12,5 quilômetros de extensão, onde foram dadas 4 voltas por cada quarteto que largou. Foram inscritos 25 quartetos, que era o limite para a execução da prova com segurança. Dos 25 um não compareceu e um não terminou a prova.

O vencedor geral foi o quarteto da BRC – Brasil Costelo Team do ES, com os atletas; Alexandre Cardoso, Helder Fraga, Rafael Silveira e Rostan Piccoli, vice-campeão Time de São Francisco de Itabapoana-RJ e na terceira colocação o time da Star Cycle ES. Na categoria misto o grande vencedor foi o Time de Colatina, com os atletas; Aline, Edvaldo, Jonathan Martins e Jonathan Carvalho, seguidos pelo Time da Specialized Brasil e em terceiro o time misto da BRC – Brasil Costelo Team.

Resultado final geral

Agradecemos a todos que participaram e prestigiaram o evento, muito obrigado.

Organizadores.