Mês: dezembro 2015

Câmbio Eletrônico x Mecânico

Olá a todos, hoje neste post quero falar a respeito de minha impressão a respeito do sistema eletrônico de passagem de marcha e o mecânico.

Logo que consegui colocar a mão em um sistema eletrônico, isto já tem algum tempo, por ser engenheiro eletricista e trabalhar com informática, confesso que tive mais interesse de conhecer mesmo do que o uso.

Bem a sensação de usar o eletrônico é muito interessante seja pela precisão seja pelo barulho do motor, esta sensação deve ser semelhante ao ronco do motor de um carro.

Primeiro uso, comecei a ficar irritado, a regulagem dele não estava boa e a corrente pegava no cassete superior. Sim sistema eletrônico tem regulagem, mas é assunto para outro momento. Ai foi até engraçado, acostumado com o mecânico, eu desci e tentei achar um parafuso para regular. Claro que não encontrei pois a regulagem é atraves da central de controle, mas eu não sabia, então fiz o treino todo com aquele barulho enjoado das marchas mal encaixadas. Pensei que coisa horrível, chegando em casa peguei o manual na internet e com poucos cliques regulei o câmbio, prometo que farei um posto ensinando isto.

Mas depois disto fui me adaptando ao uso do mesmo, a sua precisão na troca é indiscutivelmente superior, e a velocidade de trocas de marchas surpreende.

Um ponto muito interessante é que o câmbio dianteiro move na medida que as marchas traseiras são baixadas ou levantadas, evitando o contato da corrente com o câmbio.

Outra questão que me impressionou muito foi a bateria, realmente é inacreditável o quanto dura uma carga da bateria, mais de 3000 km eu já rodei sem recarregar, teria mais carga, mas por segurança eu fiz a recarga. Ainda lembrando que existem os sistemas externos e internos de bateria.

Hoje eu utilizaria um sistema interno, deixa mais limpo o quadro, e impede que eventualmente alguém retire sua bateria e roube a mesma, já que a bateria externa não tem uma trava de segurança.

Recomendo que use o protetor de queda de corrente, pois mesmo com tudo isto já houve queda de corrente em minha bike.

Pontos favoráveis ao eletrônico:

  1. Precisão;
  2. Regulagem simples e raramente necessária;
  3. Ajuste do câmbio dianteiro de forma automática;
  4. Consegue descer até o último cassete em um único movimento do passador, o mesmo para subir, isto em treinos não tem tanta serventia, mas em uma prova, em circuito pode ser muito útil;
  5. Velocidade de troca de marchas;
  6. Acompanhamento eletrônico do sistema via Garmin;
  7. Bateria de muito longa duração.

 

Pontos negativos:

  1. Para nós sem dúvida o custo, este é o que impede hoje a massificação do eletrônico;
  2. Manutenção, isto esta relacionado ao ponto 1, pois por não ser ainda disseminado, tem poucos mecânicos capacitados.

 

Como forma final de resumo, eu recomendo o uso do eletrônico, mas particularmente só se você comprar uma bicicleta já montada, pois para comprar só o grupo o valor ainda é alto em relação ao mecânico, apesar de todas as vantagens citadas.

Eu particularmente acredito que seja o futuro, mas desde que seja possível equilibrar melhor o custo do mesmo.

Fiz minha avaliação baseado no uso do sistema Eletrônico Dura Ace 9070 da Shimano.

 

Rostan Piccoli
Rostan.piccoli@gmail.com

Entendendo um pouco de Pé de Vela

Vou falar um pouco neste post a respeito de uma das partes mais importantes de uma bicicleta.

O pé de vela, ou crankset em inglês, é uma peça fundamental na bicicleta, tanto pelo seu peso, que pode variar muito, quanto as suas especificações técnicas associadas as suas dimensões. Esta peça evoluiu muito ao longo do tempo.  Atualmente os pés de velas possuem o eixo integrado ao braço da direita que suporta as coroas, isto na maioria dos fabricantes.

Parâmetros importantes:

  1. Tamanho do pé de vela: este tamanho é obtido medindo do centro do eixo ao centro do parafuso de fixação do pedal. Em geral vem anotado no pé de vela o seu tamanho. Existem diversos tamanhos, sendo que para as bicicletas de speed, os mais comuns, são 165, 170, 172.5 e 175. Este tamanho influência diretamente no torque que é feito, já que o pé de vela funciona como um braço para aplicar força nas rodas. Existe um site onde pode ser entendida melhor a relação matemática existente. http://sheldonbrown.com/gears/. Uma boa relação de tamanho considerada atualmente é 170 com coroas 53-39 e cassete 11-25. Isto leva a uma eficiência muito grande do sistema.
  2. Para escolher o tamanho ideal tem que ser levado em consideração em geral o tamanho das medidas do atleta. Entretanto atualmente existe uma linha que escolhe o tamanho em função do rendimento, como explicado, ainda existindo uma diferença entre uso para Triathlon e estrada normal. http://www.slowtwitch.com/Tech/Crank_Length_and_Gearing_4095.html
  3. Outra medida importante do pé de vela está relacionada ao tamanho do braço que suporta a coroa, existem algumas possibilidades sendo que para as bikes de estrada o mais comum de encontrar é 110 ou 130 para os fabricantes, esta medida é o diâmetro, sendo medido de um parafuso (bolt em inglês) ao outro, dai a sigla BCD (Bolt Chainring Diameter) mesma coisa que PCD. Isto é importante para que na hora de escolher as coroas, a pessoa possa comprá-las de acordo com tamanho correto.chainring-message
  4. Temos ainda a medida do eixo do pé de vela, sendo que este assunto foi abordado em outro post, mas é importante observar o tipo de caixa de centro que o quadro tem, para comprar adequadamente o pé de vela. Pois em sua maioria não é possível trocar o eixo.
  5. Existe ainda a largura do suporte das coroas, o que vai determinar o comprimento dos parafusos utilizados para fixar as coroas no pé de vela. Este item causa muita problema então fique atento a este item também.

 

Rostan Piccoli

rostan.piccoli@gmail.com.

Questões a respeito de guidons

Algumas vezes me perguntam a respeito de guidom. Basicamente temos algumas medidas que devem ser levadas em consideração na hora de escolher um guidom. Estas medidas independem do material utilizado na construção do guidom.

 

I – Largura ou width em inglês, se refere entre a maior distância dos pontos dos guidom como na imagem abaixo, medidos de centro a centro do guidom. Os tamanhos mais comuns para esta medida, são 38, 40, 42, 44, sendo que existem ainda guidons com tamanhos 36 e 46. Quanto a descobrir o tamanho ideal isto já é matéria para outro post.

 

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II – Reach, seria basicamente a profundidade do guidom ou alcance do mesmo, pode ser visto na figura abaixo também:

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III – Drop, basicamente é a altura do guidom, medida conforme a figura acima.

 

Diante disto podemos concluir que existem muitas variações de guidons, sendo mais curtos mais longos, mais altos etc, combinando assim várias possibilidades.

 

Agora quando for escolher o seu guidom avalie bem o que está adquirindo.

 

Rostan Piccoli

Rostan.piccoli@gmail.com